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(4) Para tratar o mau hálito
de forma efetiva é necessário o
paciente ser avaliado por uma equipe multiprofissional
(dentista, periodontista, psicólogo, otorrinolaringologista,
gastroenterologista e clínico geral), para
que todas as possíveis causas do problema
sejam avaliadas.
(5) É normal ter mau hálito,
é um problema que todo mundo tem.
(6) Todos os produtos (por exemplo,
enxagüatórios bucais) para combater
o mau hálito são iguais (nenhum
funciona ou todos funcionam).
(1) Mito: A causa do
mau hálito é a falta de limpeza
dos dentes.
Verdade ou mentira?
Quase nunca o mau hálito é causado
pela falta de limpeza dos dentes. A maioria das
pessoas que tem mau hálito limpa os dentes
com bastante freqüência. No entanto,
para algumas pessoas há a necessidade de
pequenas modificações na forma da
limpeza dos dentes. A saburra lingual (um depósito
de bactérias e células epiteliais
descamadas, amarelado ou esbranquiçado
no dorso da língua) muitas vezes é
a fonte principal dos compostos voláteis
de enxofre causadores do mau hálito. Há
dispositivos especificamente desenvolvidos para
remover esse depósito da língua
diariamente (limpadores de língua). Esses
limpadores são muito mais confortáveis
e eficazes do que a escova de dente. As pessoas
que necessitam devem ser cuidadosamente instruídas
na forma correta de utilização dos
mesmos.
(2) Mito: A causa do
mau hálito é problema no estômago
ou outro problema gástrico.
Verdade ou mentira?
Não há evidência de que o
mau hálito seja causado por problema no
estômago ou outro problema gástrico.
Fizemos uma revisão da literatura médico-odontológica
científica internacional e descobrimos
que, desde o início do século XX,
mais de 700 artigos mencionaram a palavra halitose
ou algum sinônimo. Somente 30 relataram
a possibilidade de envolvimento de algum problema
gástrico; no entanto, nenhum testou essa
possibilidade. A hipótese de a bactéria
Helicobacter Pilori no estômago ser a causa
do mau hálito não foi testada de
forma apropriada. Somente dois pequenos estudos
de qualidade metodológica muito ruim foram
relatados, impedindo qualquer conclusão
sobre o papel do Helicobacter Pilori na halitose.
O mau hálito quase sempre é causado
por compostos voláteis de enxofre produzidos
por bactérias na boca. Não há
evidência de que problemas gástricos
aumentem o risco de mau hálito.
(3) Mito: O mau hálito
não tem cura, é da pessoa.
Verdade ou mentira?
O mau hálito é curável em
99% das pessoas. Há pessoas com mais propensão
do que outras. Mesmo as mais predispostas ao mau
hálito conseguem acabar com ele. Somente
precisam de uma avaliação e orientação
por profissionais, normalmente dentistas treinados
para tratar a halitose.
(4) Mito: Para tratar
o mau hálito de forma efetiva é
necessário o paciente ser avaliado por
uma equipe multiprofissional (dentista, periodontista,
otorrinolaringologista, gastroenterologista, clínico
geral e psicólogo), para que todas as possíveis
causas do problema sejam avaliadas.
Verdade ou mentira?
É mais lógico e eficiente o paciente
ser avaliado por um dentista treinado para tratar
a halitose, pois em mais de 95% dos casos o problema
é resolvido sem que haja necessidade de
encaminhamento para outros profissionais. Se o
tratamento padrão não atingir o
resultado esperado, o paciente é então
encaminhado para outros profissionais. Nós
encaminhamos 5% dos nossos pacientes para o otorrinolaringologista,
2% para o periodontista, 1% para o clínico
geral médico e 1% para o dentista generalista.
(5) Mito: É normal
ter mau hálito, é um problema que
todo mundo tem.
Verdade ou mentira?
Existem dois tipos de mau hálito: 1- a
pessoa que tem mau hálito quase todos os
dias, durante grande parte do dia (halitose crônica)
e 2- a pessoa que tem mau hálito esporadicamente,
em um determinado momento do dia, principalmente
logo após acordar, quando fica muito tempo
sem comer ou quando fica tensa (mau hálito
esporádico). Aproximadamente 15% das pessoas
têm halitose crônica, enquanto quase
todas as pessoas têm mau hálito esporádico.
Ambos os tipos de mau hálito têm
tratamento. Mesmo o mau hálito esporádico
pode ser bastante reduzido com uma orientação
individualizada, levando a uma redução
na freqüência de sua ocorrência
e na intensidade do odor. Por exemplo, o mau hálito
matinal, comum logo após acordar, pode
ser eliminado ou tornar-se muito menos intenso,
após 1 a 6 semanas do início do
tratamento. A halitose crônica é
eliminada em quase todas as pessoas, após
3 a 6 semanas do início do tratamento.
(6) Mito: Todos os produtos
(por exemplo, enxagüatórios bucais)
para combater o mau hálito são iguais
(nenhum funciona ou todos funcionam).
Verdade ou mentira?
Há produtos no mercado com pouco ou nenhum
efeito sobre o mau hálito, outros com algum
efeito e ainda outros muito eficazes. Atualmente
já existem substâncias químicas
que reagem com os compostos voláteis de
enxofre, neutralizando o seu odor por 8 horas
ou mais. Existem substâncias que eliminam
grandes quantidades de bactérias que causam
o mau hálito, reduzindo extraordinariamente
o mau hálito. Mesmo os produtos mais eficazes
devem ser prescritos de forma correta e no momento
certo, para que tenham o efeito esperado. Um produto
eficaz utilizado no momento errado ou pela pessoa
errada não funciona. As pesquisas sobre
o efeito de produtos no combate ao mau hálito
têm avançado muito nos últimos
5 anos. O Dr. Paulo Nadanovsky, coordenador da
clínica, está sempre a par dos últimos
avanços e modifica periodicamente os produtos
utilizados no nosso tratamento. É importante
uma boa formação em Epidemiologia
para saber julgar quais produtos disponíveis
no mercado são mais ou menos eficazes.
Esse julgamento se baseia na análise da
evidência científica, e não
no material de divulgação da indústria.
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